Descrição
Em tempos em que o viver parece ser cada vez mais perigoso, em que o horizonte do Antropoceno estreita as perspectivas, perguntamos via Humanidades o que ainda podemos dizer mediante os limites de língua(gem). Para além da estrutura, dos modelos de intervenção e de recepção leitora ou mesmo dos contextos – hoje, multiversos – que nos atravessam, o lugar da crítica e da teoria literária passa a contemplar algo pragmaticamente mais óbvio e emergencial: quais serão os cenários que permanecerão para pensar a literatura? Poderemos seguir escrevendo da mesma maneira? Seguiremos insistindo em modelos epistemológicos que tergiversam a(s) realidade(s) outra(s) daqueles que, em comum, confirmaram tardiamente presença no banquete da modernidade?
Fomos inspirados por diferentes provocações, convocações, olhares e leituras para a composição de O futuro que não pode ser: formação de pesquisadores no século XXI. Dividida em duas seções temáticas especiais (LADO A e LADO B), a obra apresenta dezoito capítulos distintos, reunindo algumas das produções de discentes de Mestrado e de Doutorado do Programa de Pós-Graduação em Letras da UERJ. Ainda que representando certo dado aleatório, é certo afirmar que a seleção acaba encontrando pontos de toque comuns para pensar o lugar da literatura comparada, da teoria e da crítica literária, provando que, mesmo mais perto do fim do mundo, seguimos com um devir esperança, um movimento crítico para o que pode ser.






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