Descrição
Os Estudos da Tradução têm avançado e conseguido validar-se como um frutífero campo de pesquisa, assim como o ato tradutório tem se modificado. A ideia limitadora de tradução como transposição textual, simples cópia, já não encontra lugar na contemporaneidade. Teóricos como Usar (2002), Oustinoff (2011), Monteiro (2013), Branco (2018) entre outros, sublinham o caráter plural da tradução. Desta forma, a tradução passa a ser vista como apropriação, rearranjo, reconfiguração, (re)acomodação, reconstrução, transconstrução, transposição e translação, divergindo da noção de outrora, visto que o atual objetivo é captar e (re)adaptar as peculiaridades da língua/cultura base para que seja transposta para a língua/cultura meta.
Convergimos com o que apregoam alguns teóricos (Branco, 2011; Durán Muñoz, 2011; Bohunovsky, 2011; Santoro, 2011; Wotjak, 2013, Nord 2016) sobre o fato de que uma boa tradução é a que considera não somente os aspectos linguísticos, mas também os elementos culturais subjacentes às línguas/culturas envolvidas no ato tradutório. Por isso a necessidade de o tradutor ter o domínio linguístico e tradutório por entendermos que é um mediador intercultural (Durán Muñoz, 2011). Nessa perspectiva, um tradutor competente é aquele que “tentará familiarizar-se, igualmente na medida do possível, com os costumes, a história, a geografia, o folclore, as instituições do país de cuja língua traduz, além de se munir da indispensável cultura geral (Rónai, 2012, p. 36). Em outras palavras,
“Tudo isto o tradutor tem que transcriar, […] recompensando a perda aqui com uma intromissão inventiva acolá” (Campos apud Schnaiderman, 2015, p. 171).
Trecho retirado do prefácio por: Texto adaptado do prefácio de Cláudia Cristina Ferreira (2025).






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