Descrição
Entre as décadas de 1940 e 1950, António Botto explorou caminhos pouco lidos e estudados de sua poesia, que permanecem à margem do cânone literário português. Se sua consagração se deve, sobretudo, a Canções (1921), as obras produzidas nesse período posterior foram amplamente ignoradas pela crítica e raramente reeditadas ou reavaliadas, mantendo-se à margem da historiografia literária.
Ao analisar títulos como O Livro do Povo (1944), Ódio e Amor (1947) e Ainda não se escreveu (1959), bem como poemas publicados na imprensa portuguesa e brasileira, o estudo investiga as transformações estéticas e ideológicas do poeta em diálogo com o contexto do Estado Novo de Salazar e com as tensões da Segunda Guerra Mundial e da Guerra Fria.
Com especial atenção ao período brasileiro, vivido por Botto entre 1947 e 1959, a obra propõe uma leitura crítica dessa produção marcada por deslocamentos, contradições e tentativas de reinvenção. Ao preencher uma lacuna nos estudos bottianos, o livro convida à reavaliação de um momento decisivo para compreender não apenas a trajetória do poeta, mas também alguns dos impasses da literatura portuguesa no século XX.






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