Descrição
O livro investiga como a internet propiciou a reorganização do jornalismo alternativo e independente no país. Multiplicam-se sites de notícias, web rádios e perfis jornalísticos em plataformas de redes sociais que fazem circular saberes, conhecimentos e lutas dos sujeitos excluídos da cena discursiva na sociedade contemporânea. No ambiente digital, os jornalistas viabilizaram novas formas de organização do trabalho, de produção e circulação de notícias. É esse movimento que fundamenta o livro O discurso do jornalismo alternativo no digital e os efeitos de sentido de independente, da pesquisadora Cristiane Maria Riffel.
Resultado de sua pesquisa de doutorado, a obra busca compreender, discursivamente, os efeitos de sentido de independente no jornalismo alternativo no digital, analisando as condições de produção desse discurso e o funcionamento discursivo da resistência em três sites: Agência Pública, Amazônia Real e Desenrola e Não Me Enrola. Para o estudo, a autora definiu como corpus portais jornalísticos sem finalidade lucrativa, nascidos no ambiente digital, que se propuseram à independência econômica e política, à luta pelo direito à informação e à promoção dos direitos humanos, além de questionarem a cobertura jornalística da grande mídia.
A análise das linhas editoriais e das reportagens dos veículos estudados aponta para um processo de revisão dos valores jornalísticos que orientam essa prática discursiva, evidenciando um compromisso com os direitos das minorias. Ao apropriar-se das possibilidades dos meios digitais, o jornalismo alternativo independente caracteriza-se como uma prática discursiva de resistência, pois é na produção de movimentos de linguagem, de dizer, de repetir e de não silenciar que a resistência se torna umapossibilidade no discurso jornalístico.












