Descrição
“A Literatura Infantojuvenil e o Ensino de Português no Exterior – Atividades desenvolvidas para o contexto de herança” reúne propostas pedagógicas inovadoras para o ensino de Português como Língua de Herança (POLH) em contextos de diáspora brasileira. Resulta do trabalho colaborativo de professoras e pesquisadoras atuantes em sete países europeus – Áustria, Alemanha, Espanha, França, Inglaterra, Itália e Polônia – e apresenta nove atividades práticas, organizadas em progressão etária (dos 0 aos 14 anos ou mais) e alinhadas aos níveis de proficiência da Proposta Curricular do Itamaraty (A1 a C1).
Cada atividade é descrita com objetivos específicos, materiais de apoio e passo a passo detalhado, oferecendo ferramentas concretas para educadores que atuam com crianças e jovens da diáspora brasileira.
A obra conta com Prefácio da Profa. Dra. Rosa Faneca (Universidade de Aveiro, Portugal), que destaca o papel da literatura como “ferramenta de inclusão, identidade e educação nas Línguas de Herança”, e Posfácio da Profa. Dra. Vicky Macleroy (Goldsmiths, Universidade de Londres), que situa as propostas no quadro dos estudos sobre letramento multimodal e storytelling digital. As atividades exploram desde livros ilustrados para bebês até clássicos da literatura brasileira como Memórias Póstumas de Brás Cubas, passando por histórias em quadrinhos, literatura de cordel e produção de revistas, valorizando a “espessura simbólica” da literatura na formação identitária dos jovens.
O livro interessa a professoras e professores de POLH, mediadores de leitura em escolas comunitárias, centros culturais, programas bilíngues, pesquisadores das áreas de Letras, Linguística Aplicada e Educação interessados na interface entre literatura, ensino de línguas e formação identitária, bem como famílias que desejam fortalecer os vínculos linguísticos e culturais com o português.
Uma obra que transforma a literatura em ponte entre culturas, histórias e identidades, contribuindo para uma educação mais inclusiva, plural e criativa – e que, como bem sintetiza o prefácio, reconhece as línguas de herança não como “sociolinguismos desfavorecidos”, mas como elementos de resistência, afirmação cultural e preservação identitária.












