Descrição
Ludmila continuava a devanear-se naquele espaçoso apartamento: onde ao longe se ouvia o balanço rítmico do rio e os ecos da gritaria que assombravam aquela cidade. Ela já estava lá havia dois anos. Daquela cidade onde as pessoas não deixavam as uvas verdes amadurecerem. No entanto, teimosa como era, ela não iria largar o leme daquele barco solitário.
Ela não iria permitir que o poeta fechasse os olhos e a deixasse ali, naquele éden perdido, sem eira nem beira.
Ela não iria sucumbir às garras sangrentas que desejavam devorá-la.












