Descrição
A mudança climática, acelerada devido às atividades humanas que alteram a composição da atmosfera, da superfície terrestre ou dos ecossistemas, está associada ao aumento na frequência e intensidade de diversos eventos extremos com impactos diretos e indiretos, imediatos de médio e longo prazo na qualidade de vida, e morbimortalidade, sobretudo nos grupos populações mais suscetíveis e vulnerabilizados.
O livro mostra, que os eventos climáticos extremos afetam com maior ou menor intensidade áreas e setores da atenção à saúde – Atenção Primária, Serviços de Emergência, Saúde Mental e Psiquiatria, Doenças Infecciosas, Anestesiologia e Cuidados Paliativos -, grupos populacionais específicos – Saúde da Criança e Adolescente, Saúde da Mulher, Saúde do Idoso e Saúde do Trabalhador e, embora a fisiopatologia não seja bem conhecida, existe associação com o aumento ou piora de doenças do Sistema Nervoso, Olhos, Ouvidos, Nariz e Garganta, Sistema Respiratório, Sistema Cardiovascular, Sistema Digestório, Sistema Urinário, Sistema Endócrino, Sistema Imunológico e Sistema Tegumentar.
O cuidado da população considerando os impactos à saúde é o maior desafio para SUS, cuja atuação deverá incluir a mitigação das emissões de gases nos serviços de saúde em nível nacional e a adaptação: prevenção/mitigação, preparação, resposta – atenção integral à saúde das pessoas acometidas -, e recuperação. Isto demanda ao País, sobretudo ao SUS, além da articulação intersetorial a formação dos profissionais da saúde para identificarem esses danos no território e a população adscrita, infraestrutura, linha de cuidado e redes de atenção estruturadas.












