Descrição
Na Linguística brasileira, o pensamento sobre língua(s) não é, e não deveria ser, monolítico. Há mesmo muitas diferentes ideias linguísticas sendo (re)produzidas, defendidas, institucionalizadas. No que concerne especificamente às convenções de escrita formal, os linguistas brasileiros divergem não somente quanto à necessidade ou não de uma nova norma (ensinam-se, no país, regras obsoletas? O problema do ensino-aprendizagem da escrita no Brasil se deve ao modelo lusitano de língua ou ao modo como se ensina e se aprende o português escrito por aqui?), mas também quanto a que referência deve subsidiar essa nova norma (a Literatura? Os dados orais de pesquisa empírica sobre a norma culta do Brasil? Os textos acadêmicos e jornalísticos?).
Neste livro, são defendidos e postos à prova os principais argumentos contra e a favor a/da mudança na norma-padrão da língua portuguesa. Que cada leitor(a) possa, objetivamente, avaliar a lógica inerente a cada visão em disputa e as ramificações de seus pressupostos (que levam não somente a várias conclusões sobre língua, norma, ensino, política etc., mas também a significados completamente diferentes para palavras fundamentais como justiça, igualdade, poder, língua…).
Que cada leitor(a) possa, com as reflexões suscitadas por este livro, contribuir para o debate ético e objetivo sobre que intervenções se devem fazer na educação linguística brasileira.
Matheus Oliver Santos Oliveira (UNEB)
Mariana Fagundes de Oliveira Lacerda (UEFS)
Dayane Moreira Lemos (UNEB)
Jacson Baldoino Silva (UNEB)






