Descrição
Como as agendas de organismos internacionais atravessam fronteiras e ditam o ritmo das salas de aula no “meio do mundo”?
Esta obra percorre os meandros da política educacional e linguística para desvendar o que se esconde por trás de conceitos sedutores como “qualidade” e “modernidade” na implementação do ensino bilíngue. A autora problematiza a concepção de educação bilíngue presente em documentos oficiais, como as Diretrizes Curriculares Nacionais para a oferta de Educação Plurilíngue, confrontando as classificações normativas com os modelos em vigência no Brasil.
Ao mergulhar no projeto bilíngue do Estado do Amapá e na realidade da fronteira franco-brasileira, a análise revela os desafios de uma política in vitro: o texto expõe o descompasso entre o discurso da inovação e as condições concretas do cotidiano escolar, como a superlotação das turmas e as limitações na carga horária. Ao focalizar nas concepções de educação bilíngue, a obra demonstra que a valorização do território exige planejamento genuíno e estruturado.
Sem buscar respostas definitivas, esta investigação é leitura indispensável para pesquisadores, educadores e gestores, transformando o “ponto de chegada” da pesquisa em um novo ponto de partida para a busca de formas fortes de ensino bilíngue aderentes ao contexto amapaense.






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